 | 20/11/2009. O maior experimento cientifico do mundo esta' de volta.
Apos uma pausa forcada de mais de um ano, o LHC (Large Hadron Collider, ou "grande colisor de hadrons"), maior acelerador de particulas do mundo, foi religado. Na noite de sexta-feira (20/11), os cientistas envolvidos no projeto injetaram feixes de protons nos dois sentidos do tunel circular de 27 quilometros do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), instalado proximo a Genebra, na fronteira entre Franca e Suica. "Foi um momento muito emocionante que estavamos aguardando com grande expectativa", disse Marco Aurelio Lisboa Leite, do Instituto de Fisica da Universidade de Sao Paulo, 'a Agencia FAPESP. O cientista e' responsavel pela colaboracao dos pesquisadores da USP no Atlas (A Toroidal LHC Apparatus), um dos principais experimentos do LHC. Os feixes de particulas deram duas voltas no tunel em eventos chamados de "beam splash". No teste, os feixes foram lancados contra um "colimador", resultando em um grande numero de particulas secundarias capazes de serem detectadas. "E' muito bom ver particulas novamente circulando pelo LHC. Ainda temos muito a fazer antes que a fisica possa comecar, mas essa conquista mostra que estamos no caminho certo", disse Rolf Heuer, diretor-geral do Cern. Os cientistas esperam ja' para os proximos dias a primeira colisao entre particulas, que e' justamente o proposito do LHC. Ou seja, lancar feixes de particulas em sentidos opostos em velocidade proxima 'a da luz para que se choquem. O resultado, alem de liberar uma enorme quantidade de energia, resultara' na producao de grande quantidade de dados que poderao ajudar o homem a compreender a estrutura fundamental da materia. Apos quase duas decadas de planejamento, o LHC foi ligado pela primeira vez em 10 de setembro de 2008, mas um grave problema em uma conexao eletrica levou a uma ruptura nove dias depois, em acidente que resultou na pausa de 14 meses. "O LHC e' uma maquina muito melhor compreendida hoje do que ha' um ano. Aprendemos a partir de nossa experiencia e do desenvolvimento da tecnologia que permite que continuemos a caminhar. E' assim que o progresso e' feito", disse Steve Myers, diretor de aceleradores do Cern.
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