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Em 1986 nascia aquele que se tornaria, devido à sua versatilidade e conteúdo, o melhor sistema para se jogar e compor universos de Ficção Científica. Seu acervo conta com mais de 250 livros oficiais publicados e incontáveis livros não oficiais.
GURPS é um jogo de RPG, Role playing game, ou jogo de interpretação. Na verdade o nome é uma sigla que significa, Sistema Genérico e Universal para Jogos de Interpretação. Criado pela Steve Jackson Games, o objetivo do jogo foi criar um sistema genérico flexível e detalhado o suficiente para abranger qualquer ambiente ficcional, de fantasia como Senhor dos Anéis a super-herois como em Heroes. No entanto o sistema se encaixa muito melhor quando o jogo era ambientado num cenário mais realista como num jogo policial, ou de guerra e por causa de seu detalhismo se encaixava muito bem num ambiente de Ficção Científica. O jogo é bem detalhado, o sistema tenta fazer uma regra para quase tudo, e tenta dar mais realismo ao jogo. Alguns de seus detratores reclamam disso, que há um exagero nas regras, mas esquecem que em qualquer jogo de RPG o livro de regras é um guia, as regras nele são sugestões, e o Mestre do Jogo tem toda a liberdade para ignorar ou simplificar as regras pra dar a sua cadência ao jogo. Sem falar que o livro principal do GURPS explicitamente aconselha isso. O ponto alto do jogo foi justamente o ótimo trabalho feito nas pesquisas para compor o conteúdo dos seus livros de ambientação. História, Geografia, Geopolítica, Física, Matemática, Religião, Mitologia, tudo isso e muito mais eram amplamente explorados por Steve Jackson e sua equipe, tornando o jogo referência para simuladores e outros jogos e material de aprendizado em várias escolas pelo mundo. Outra boa idéia seria usar esses livros como referência até mesmo pra outros jogos de RPG, como por exemplo usar o GURPS: Egito e o GURPS: Special Ops como base para a sua campanha de Stargate RPG. Dois exemplos que ilustram esse trabalho: GURPS: World War II e GURPS: Cops. O livro GURPS: World War II ou GURPS: Segunda Guerra, faz um resumo completo dos acontecimentos políticos pré, durante e fim da guerra e fala das causas e efeitos das principais batalhas. Também descreve detalhadamente o ambiente e as pessoas que tiveram algum papel na guerra, membros de cada exército, espiões, políticos, armas, veículos. Imediatamente depois de ler esse livro você tem vontade de escrever um roteiro no ambiente da Segunda Guerra e chamar os seus amigos para jogar. Com o GURPS: Cops, que poderia ser traduzido como GURPS: Tiras, acontece o mesmo, assim que você termina o livro quer logo montar seu seriado policial. O livro tem um aspecto interessante, ele compara o dia a dia de policiais reais, com os roteiros de seriados TV, apontando as diferenças e te dando a opção de fazer um seriado mais realista e mais sombrio, ou um seriado policial menos realista e mais leve. Fala detalhadamente sobre alguns tipos de delegacias, especializações, técnicas de investigação e interrogatório. Obviamente o livro é baseado no sistema policial americano. Há um rumor que um livro de tão bem feito, chamou a atenção do governo americano, foi proibido e teve que ser reeditado GURPS: Espionage. Dá pra acreditar nisso, pois ao ler o livro você sente que ele está fora do padrão e não é tão realista quanto os outros. Mesmo assim dá várias dicas de montar seus roteiros de espionagem de 007 a Jason Bourne. Mas faltaram aqueles detalhes realistas presentes nos demais livros, uma pena! O GURPS é baseado em 3 dados de 6 faces, e a cada ação que tem uma possibilidade de falha, os dados são jogados e o sucesso medido de acordo com as habilidades do personagem descritas em sua ficha. Cada coisa que o personagem sabe fazer está descrito lá e tem um nível. Quanto mais alto o nível, mais hábil o personagem é naquela área, como tiro ou História ou Geografia ou sedução. E como todo RPG as ações se definem em rodadas. Primeiro é definido a ordem que cada personagem age numa rodada, e depois cada jogador rola os dados para definir o resultado de sua ação. O mestre do jogo fará o rolamento dos dados pelos personagens que não são jogadores. A idéia básica é essa, e é explicada mais detalhadamente no livro principal do jogo. A terceira edição do jogo é a mais famosa e que teve mais publicações. Em terras tupiniquins teve o lançamento de alguns dos livros pela editora Devir, e alguns livros de ambientação baseados na História do Brasil, como o Quilombo dos Palmares. Alguns professores também utilizaram esses livros como material para a aula, ensinando através do jogo. Infelizmente alguns dos principais livros nunca tiveram uma edição nacional. O GURPS: Segunda Guerra era um que com certeza merecia. Pretendendo fazer algumas modificações no sistema e manter vivo o seu legado e a venda de livros, a Editora Steve Jackson Games lançou a quarta edição do jogo. Mesmo diante de uma feroz concorrência, e uma certa queda no número de jogadores, essa nova edição vem crescendo e conquistando seu espaço. Torço para que tenha o sucesso que a terceira teve e que mais alguns livros interessantes sejam lançados. Babylon 5 era uma série que merecia atenção. Fora da mídia nos tempos de hoje, e como os direitos voltaram às mãos do Straczynski, se não me engano, eles poderiam promover uma parceria e fazer um livro de ambientação da série no GURPS, ambas as marcas ganhariam com isso. Ficção Científica tem um leque variadíssimo, você pode falar de pessoas comuns e temas puramente sociais, falar sobre alta tecnologia e tratar teorias dando a elas uma cara mais realista ou supor que pudessem ser reais, e discorrer sobre quais os seus efeitos na sociedade e nas pessoas. Tudo que você precisa para montar seu próprio universo de ficção ou até mesmo jogar os principais seriados, você encontra no GURPS. E você gostou do GURPS? Já jogou? Nunca jogou? Comente!
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O pessoal que gostava, gostava da parte do G do nome... o generico. Era impressionante a possibilidade de se criar qualquer ambiente dentro daquelas regras e uma pessoa com um pouco mais de criatividade conseguia encaixar qualquer argumento ali naquelas regras.
O pessoal que odiava, reclamava justamente da quantidade de regras, a parte realista que podia causar morte de um personagem com apenas 1 unico tiro ( porem essa parte podia ser alterada apenas criando personagens com mais pontos de criação ) e principalmente pela demora para se criar um personagem, mesmo usando o livreto de "criação rapida".
Eu tinha a segunda edição, aquele livrão monstro e meu livro teve até que ser "reencardenado" com espiral, porque ele desmontou de tanto uso.
Mas o principal eram os suplementos, tinha-se livros para quase tudo o que se imaginar e até algumas coisas muito especificas e exóticas. Muita coisa não saiu por aqui, porque a DEVIR era muito receiosa com o que deveria lançar.
Por exemplo, um livro que seria interessante, é o GURPS PLANETS, como o proprio nome diz, voce com ele poderia criar um planeta inteiro contendo parte climatica, geológica e até fauna e flora.
Acrescentando outro livro que teve problema na publicação, foi o GURPS CYBERPUNK, que era baseado principalmente no livro NEUROMANCER de Dave Gibbons e falava em alguns capitulos sobre Hacking de computadores. Então sentiram o drama né? Os caras acharam que o livro era um grande manual de hacking e a coisa ficou complicada de sair.
O interessante tambem eram publicações referentes a coisas que nem se sabe se existem mesmo, como por exemplo GURPS ILLUMINATI, que agora voltou a midia por causa do filme O Codigo DaVinci.
Quanto ao Babylon 5 ( the best one! ), existia um RPG oficial dele que chegou a ter uma segunda edição, porem o projeto fora descontinuado a alguns anos atras. Eu cheguei a ter uma edição na minha mão, mas estava em pessimo estado e eu achei que o material era de qualidade muito ruim, a serie merecia algo melhor. Porem o proprio Straczynski afirmou que não tinha participação nenhuma no material do RPG, que o mesmo seria um "fanfiction"... assim desanima qualquer um... :/