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Fiquei devendo escrever este artigo a algum tempo, então segue o mesmo. Desta vez será um pouco diferente por que ao invés de falar do filme, irei falar dele e dos quadrinhos que o inspiraram.
Em uma sociedade em que os humanos foram gradativamente substituídos por andróides controlados remotamente, por questões de segurança, surge uma ameaça a atual sociedade dominada pelos substitutos ( o nome dos andróides, surrogates no original ). Alguém está destruindo os andróides e também matando os operadores deles, o que era considerado impossível devido ao sistema de segurança da interface que impediria qualquer informação perigosa de retornar ao operador. Surge, então, a investigação do que estaria acontecendo pela policia da cidade, que também se utiliza de substitutos para fazer seu trabalho. O policial Tom Greer ( Bruce Willis no filme ) inicia a investigação e acaba no processo, perdendo seu substituto. Então ele decide que irá investigar pessoalmente o caso, ou seja, depois de anos irá sair de casa e fazer o serviço “a moda antiga”. Basicamente é essa a premissa da historia. Ela resume o argumento em ambas as mídias. Então fica a questão : O filme é fiel aos quadrinhos? A resposta é sim e não. Parece confuso, mas vou explicar. A premissa básica é a mesma, porem o que muda são como as coisas acontecem e as mudanças que foram acrescentadas, para dar mais agilidade e impacto visual no filme. Nos quadrinhos temos uma mídia que também é visual, pois temos as imagens lá para nos transmitir a idéia do que está ocorrendo, no entanto, como as imagens são estáticas por natureza, uma parte fica na nossa imaginação. Por isso, o quadrinho acaba sendo mais voltado ao argumento do que ao visual. Então, há uma preocupação com o background da historia, que fora adicionado como publicações de jornais e como anúncios da empresa que constrói os substitutos. Ficamos com um pouco do conhecimento do que ocorreu na sociedade, a partir da implementação dos substitutos, que não necessariamente são idênticos aos operadores, alguns são versões melhoradas, outros são completamente diferentes, podendo até ser de sexo oposto ( a alegria de alguns sendo realizada ). Dentro desta sociedade, há aqueles que por questões financeiras ou por questões religiosas rejeitam a utilização dos substitutos, para esses, houve uma separação de uma área da cidade, na qual, eles ficam isolados como em uma espécie de reserva.  No filme a parte de background fica muito perdida, pouco se fala sobre isso e há no inicio uma cronologia indicando os avanços que culminaram nos substitutos. A partir deste ponto o argumento segue adiante. Há muitos personagens que são acrescentados na historia e situações que não apareceram nos quadrinhos, mas no todo a linha de raciocínio principal se mantem. Ele pode ser considerado um filme bom, há ação moderada, efeitos especiais, boas atuações e um bom visual. Não deve ser um filme memorável entretanto, talvez se tivessem investido mais no background da historia teria rendido mais, mas decidiram agradar ao publico atual que é mais dinâmico.  Dependendo de se preferir mais o argumento fique com os quadrinhos ( que foram lançados como “livro”, o que me faz ficar com duvidas com o que é definido como livro hoje em dia... ), caso não se importe com isso, fique com o filme.
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O tema tem bastante potencial. Pena que usaram a história para um filme. Acho que um seriado trataria melhor os impactos e mudanças que a humanidade sofreria no caso de uma tecnologia dessas surgir. Um disperdício! Quanta coisa poderia ser abordada? Quantas perspectivas retratadas?
off-topic: gostei muito de colocar imagens de V 2009 no topo do site. Parabéns!